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  • Foto do escritorLo Lombardi

Paris a pé * 1 Dia - Os Classicos!

Atualizado: 25 de fev. de 2019

Da Torre Eiffel, passando pelo Arco do Triunfo e chegando ao Louvre. Desculpem os alternativos de plantão, mas visitar o classico é obrigatorio!

Olha que simetrica a Avenida la no fundo!Não viu? A graça, sem graça e desgraça te distrairam né?Tamo animadas aqui fazendo passeio clichê né? Estamos bem em cima do Arco do Triunfo!

Bora começar esse passeio no marco da cidade que quase foi demolido por "inutilidade"? A Torre Eiffel!!!

Se você quer tirar fotos bacanas, e sem muitos turistas atras, recomendo chegar em torno de 8h00 da manhã pelo metrô Trocadero, na linha 6.


Chegando por ai, você vai ter acesso à vista mais classica da cidade, onde a fonte, a torre e o jardim dão o tom perfeito para a foto mais "tirada" da historia de Paris! Aproveite pras selfies, fotos em casal (não compre nada dos ambulantes, nem perca tempo com os "shows" de break dance) e depois foco no roteiro a pé.


Entre no metrô novamente, e desça em Charles de Gaulle étoile, na linha 2 ou 6. Escolha a saida marcada Arco do Triunfo e, assim que subir as escadas, pare um minutinho e analise onde você esta. Sério! Tanta gente que conheço vem e me diz estar "decepcionada" ou "frustrada" com o tamanho, posição, volume de turistas em torno da place de l'étoile (onde esta o arco do triunfo) e a Champs Elysée.


Eu tenho uma visão diferente desse ponto turistico e proponho que você tente, também. Passo por la quase todos os dias e, a cada vez, perco um pouco o ar quando paro pra pensar. Por aqui, mais de 3 séculos de historia passaram - grandes e temidos governantes marcharam - e vitorias e derrotas foram comemoradas ou anunciadas.


Embaixo desse arco, a França ganhou a guerra, ganhou as Copas, viu Napoleão conquistar e comemorar o dominio de quase metade da europa. Eu me emociono toda e cada vez, porque estou contemplando a historia da humanidade tão de perto, que chega a ser surreal.


Não é so pelas compras, pelas selfies, é também pelo ser humano que a gente é, pelas aulas de historia que vimos e pela dor, conquista e tristeza e alegria que milhares de pessoas tiveram- ou sentiram- ao estar exatamente onde a gente esta. Isso, pra mim, é a verdadeira razão de viajar. Se quiser, tire um tempo pra subir no Arco e contemplar também a maravilha urbanistica do barão de Haussmann, com sua avenidas simétricas e largas, partindo do Arco mesmo.


Ok, passando pelo meu amor pela historia, va descendo pela rua Champs Elysée. Tenho um apelo pessoal a fazer : Não coma em nenhum restaurante, não compre em nenhuma loja - tudo "pega-turista". A verdadeira cara da finesse e riqueza se encontra na rua Rue Saint-Honoré (ja chegaremos la).


Descendo pela calçada direita da Avenida, você ira encontrar, proximo ao metro Franklin-Roosevelt (linhas 1 e 9), dois lugares que amo : o Petit Palais e o Grand Palais. Junto com a maravilhosa ponte Alexandre III (so andar um pouquinho mais adiante, em direção ao rio Sena), eles formam o conjunto arquitetônico principal da exposição universal de 1900. Os dois viraram museus nacionais e abrigam, a cada vez, exposições permanentes (gratuitas) ou efêmeras (pagas) que são de tirar o fôlego. Vale a pena, mesmo!!!


Se estiver no pique, atravesse a ponte Alexandre III.O prédio maravilhoso, com o domo de ouro que você vê ao final da passarela, é a igreja onde se encontra o tumulo de Napoleão, no complexo do Hotel des Invalides. Honestamente, a visita so vale a pena se você for um amante da estratégia militar europeia, afinal o assunto principal são todos os diferentes apsectos da guerra : armas, pessoas, vestimentas, equipamentos, estrategias, analises geopoliticas, enfim, tudo gira em torno dos principais conflitos do continente.


Voltando à Champs Elysée, continue descendo até avistar o desbunde chamado Obelisco de Luxor, situado na praça da Concorde. Mais uma vez, pense em dois fatos quando olhar esse monumento, situado nessa praça tão icônica.

O Obelisco de Luxor foi um presente do Egito por serviços franceses prestados à Egiptologia e data de mais de 2000 anos atras. A praça da Concorde é o lugar onde as execuções por guilhotina foram levadas à cabo, inclusive em épocas modernas, até meados dos anos 70. Sei nada sobre você, mas eu arrepio até a nuca pensando nas vidas que contemplaram esses dois monumentos distintos : revolucionarios, politicos, faraos, escravos, prisioneiros, homens, jovens, mulheres... Que vida incrivel, que historia rica. Uma selfie cai bem viu, especialmente com o obelisco, que pertence ao farao mais MARAVILHOSO do egito, Ramsés II.


Para os curiosos e viajantes do mundo, se você quiser encontrar com o irmão gêmeo desse mesmo obelisco, basta ir à Luxor, no Egito. Ele esta la, flanqueado pelas estatuas de Ramsés. Ele pertence também, em teoria, à França, mas diz-se que a viagem do obelisco da Concorde até Paris foi tão trabalhosa, que preferiram deixar o segundo dito cujo bem estacionadinho onde se encontra ha milênios, contemplando um dos templos mais lindos da humanidade, em Luxor


Depois de tirar umas fotinhos excelentes, caminhe em direção ao DEUSO jardim das Tuileries. Não querendo puxar sardinha pra esse clichê francês, mas esse piteuzinho verdejante foi idealizado e criado por André le Notre, o bofe genial que deu à luz APENAS ao jardim de Versalhes. Existem dois museus bacanas dentro do jardim - Jeu de Paume e o Musée de l'Orangerie. Se você curte arte contemporânea ( os paineis de nenufares de Monet estão aqui na Orangerie), vale a pena uma paradinha estratégica.


Caminhando contra o vento (especialmente se for outono), desça até avistar o Museu do Louvre. Se você estiver pronto pra encarar as diferentes galerias, ja va entrando, senão, saia do Jardim das Tuileries e se dirija à rue Rivoli. Atravesse essa rua e chegue na sua paralela, Rue Saint Honoré. Migos, essa sim, a cara da riqueza! Todas as lojas de luxo fugiram ha tempos da Champs Elysée e se encontram atualmente nesse endereço 'huppé', como dizemos em francês.


Aproveite pra tomar um cafézinho no fofinho e escondido Honor Café ou no hipsterzinho Kitsuné (mais perto do Louvre e numa galeria ALTAMENTE instagramavel para fotos) - esse ultimo não tem conforto pra sentar e ficar de papo pro ar, é apertadinho e mais no esquema "pra viagem".


Volte pro Louvre, lindão, e passeie pelas galerias. O meu conselho é que façam esse passeio às quartas ou sextas, quando o Louvre tem o seu Nocturne, fica aberto até as 21h45, com ultima entrada às 19H30. Se precisar de guia pra parte egipcia, conte comigo!!!!!



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